Electrónica-Duartes-Teste Estágio Vídeo
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Alguns monitores apresentam como defeito a falta de imagem mas, com o estágio de "MAT" (Muito Alta Tensão) ou Horizontal em perfeitas condições de
funcionamento.
Em casos como este, o defeito tanto poderá ser na etapa de vídeo como no TRC (tubo de raios catódicos) ou Cinescópio. Devemos rodar o potenciómetro
de "Screen" no sentido contrário da rotação dos ponteiros do relógio para ver se aparece algo na tela que nos dê alguma indicação. Este é um teste
de muita importância pois, os monitores modernos normalmente, têm circuitos de protecção que irão cortar o brilho no caso de existir uma avaria no
circuito de deflexão Vertical ou Horizontal. Em muitos casos, vai aparecer-nos na tela uma linha Horizontal que nos anuncia que temos uma avaria no
circuito de deflexão Vertical. No entanto, outras vezes, poderá aparecer uma linha vertical que nos dá a indicação que existe uma avaria no circuito
de deflexão Horizontal.Ao acontecer qualquer uma destas avarias, o monitor irá cortar o brilho na tela para assim proteger o TRC ou Cinescópio.Em
qualquer destes casos, deverá rodar de novo o potenciómetro de "Screen" para a posição em que ele se encontrava para não correr o risco de danificar
a tela e, também, deverá procurar a avaria no circuito de deflexão Vertical ou Horizontal (conforme a linha encontrada) e não, no circuito de vídeo.
Certas vezes, giramos o potenciómetro de "Screen" até ao final e acabamos por nada ver na tela do monitor. Numa situação destas, podemos ser levados
a pensar que o defeito se encontra no tubo de imagem (TRC). Isto poderá acontecer, caso se trate de um monitor com mais de 5 ou 6 anos de utilização
mas, haverá menos hipóteses de tal acontecer, caso se trate de um monitor mais recente.
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Para termos a certeza que o tubo de imagem se encontra em bom estado, vamos fazer o seguinte teste:
Vamos ligar um fio entre a grade "G1" e a massa. Caso apareça um forte brilho na tela, isto será sinal que o tubo de imagem está em bom estado e o defeito encontra-se no circuito de polarização de "G1".
G1, é fácil de encontrar, pois na PCI do tubo, ela aparece identificada com essa indicação (G1).
É muito importante que antes de aterrarmos G1, que seja diminuida a tensão de "Screen" rodando o potenciómetro todo para a esquerda (Anti-Horário) isto, para evitar danificar o tubo de imagem ou cinescópio uma vez que ao aterrar G1, o brilho irá para o máximo. Depois de aterrar G1, deve ser rodado o potenciómetro lentamente para a direita até o brilho aparecer. No caso de, mesmo aterrando G1, o brilho não aparecer, poderá haver algum problema na polarização dos cátodos. Para tentar descobrir onde está a avaria, pode ser feito o seguinte teste:
Ligar uma resistência de 4,7K/3W entre um dos cátodos e a massa (os cátodos estão marcados com a indicação RGB).
Podemos concluir que o cinescópio (Tubo de imagem) se encontra danificado se acontecer uma das seguintes situações abaixo e mesmo assim não
aparecer brilho na tela.
O filamento acende normalmente.
A tensão de "Screen" (G2) está ok.
G1 foi aterrada.
Os cátodos foram aterrados através de uma resistência.
Na chupeta nota-se que existe MAT.
Se com todas as condições acima cumpridas não aparecer brilho na tela, podemos dizer que o cinescópio ou tubo de imagem está com defeito.
Normalmente, quando o tubo se encontrar em bom estado ao aplicar oos testes descritos acima, terá que aparecer brilho na tela. No entanto, em
muitos casos, irá aparecer brilho mas, não aparecerá imagem. Isto acontece porque existe um defeito no circuito amplificador de vídeo.
Para podermos estudar um circuito amplificador de vídeo, o mais importante será ter em mãos o datasheet do Circuito Integrado que é responsável
pela amplificação do sinal de vídeo. Através do datasheet, podemos facilmente indentificar quais as funções de cada pino desse Circuito Integrado.
Cada monitor tem o seu Circuito Integrado específico, mas, o mais usado, é o LM1203.Além deste, podem ser usados também:
TDA4881 (Usado nos Goldstar, Philips e outros).
TDA4882 (Usado nos LG, Goldstar e outros).
TLS1233 (Usado nos Proview e outros)
LM1205 (Usado nos monitores em geral).
Este monitor que está a ser analizado utiliza o Circcuito Integrado TDA4881.Observando o datasheet deste CI, podemos ver que o controle de contraste é feito no pino 6. Com o multímetro, vamos verificar a tensão no pino 6. Esta tensão, deverá estar em média em cerca de 4V.
Uma tensão muito baixa no pino atrás referido, irá impedir que o sinal de vídeo seja amplificado.
Caso seja encontrada neste pino uma tensão abaixo de 2V deverá ser feito o seguinte teste:
Com uma resistência de 1K/1/8W ligar um terminal ao pino 6 do TDA4881 e o outro terminal,ligar ao pino de VCC desse CI (geralmente uma fonte de 12V).
Com este procedimento, a imagem irá aparecer na tela pois, a tensão nesse pino, irá aumentar. Caso a imagem apareça com o teste atrás citado, o defeito estará nalgum componente ligado ao pino 6. Deverá ser seguida toda a malha até ao potenciómetro de contraste, verificando também o circuito de ABL.
Se ao tentar polarizar o pino 6, a tensão não aumentar, poderá ser porque existe um curto. Neste caso, deverá ser sugado o pino 6 do TDA4881 da PCI afim de eliminar o curto.
Isto acontece muito após ser feita a troca de um flyback (transformador de linhas ou de saída horizontal), que o monitor em questão não apresente qualquer imagem na tela, muito embora, tenha presente MAT.
Isto é devido ao facto de que quando o flyback se danifica, também serão danificados alguns componentes ligados à linha do ABL, linha esta, que
está ligada ao pino de controle de contraste. Não esquecer que, depois de ter sido localizado e substituído o componente com defeito, a resistência que tinha sido colocada entre o pino 6 e a linha de VCC deve ser retirada.
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